GEOTECNIA1
Suzano, Brasil
info@geotecnia1.org
InícioEnsaios in situEnsaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon)

Ensaio de Permeabilidade In Situ em Suzano: Lefranc e Lugeon

Na obra de contenção do córrego que cruza a região central, próximo à estação da CPTM, o projeto previa rebaixamento do lençol. Só que a estimativa de permeabilidade feita em gabinete não batia com o que a gente via no campo. Suzano tem uma geologia que engana — sedimentos terciários da Bacia de São Paulo intercalados com níveis argilosos e lentes de areia fina. Para resolver a equação, mobilizamos a sonda e executamos uma bateria de ensaios de permeabilidade in situ usando o método Lefranc, com carga variável nos primeiros metros, e onde encontramos rocha alterada, aplicamos Lugeon. Essa combinação nos deu o coeficiente k real, fundamental para dimensionar o sistema de drenagem e as ancoragens da cortina atirantada.

O ensaio Lefranc em carga variável captura a real condutividade hidráulica do solo residual, evitando subdimensionar sistemas de drenagem em Suzano.

Como trabalhamos

Uma coisa que a gente observa em Suzano é que o perfil de alteração da rocha gnáissica do embasamento cristalino varia muito em poucos metros. Aí o que funciona é o ensaio Lefranc nos trechos de solo e saprólito, e nos maciços mais fraturados a gente migra para o Lugeon, aplicando pressão em estágios conforme manda a ABNT NBR 16245. O equipamento que usamos tem obturador pneumático de duplo packer, que isola o trecho de ensaio sem erro de vedação. A central registra vazão e pressão em tempo real, e a curva que sai dali é o dado que o projetista precisa para decidir se vai ter injeção de calda, se precisa de colunas de brita como reforço, ou se drena naturalmente. O procedimento é direto: furo estabilizado, limpeza com circulação de água, posicionamento do obturador, saturação da seção, e aí o ciclo de carga. A cada metro de avanço, um novo patamar de condutividade hidráulica fica registrado no boletim de campo.
Ensaio de Permeabilidade In Situ em Suzano: Lefranc e Lugeon

Fatores do terreno local

Suzano está sobre terrenos sedimentares da Formação São Paulo, com intercalações de argilas siltosas e areias finas que formam aquíferos suspensos. A profundidade do nível d'água oscila entre 3 e 8 metros, subindo forte na estação chuvosa. Se o projetista adota um coeficiente de permeabilidade estimado por tabela, corre o risco de errar em ordens de grandeza — e aí o rebaixamento não funciona, a escavação alaga, ou surge erosão interna no contato solo-rocha. O ensaio de permeabilidade in situ elimina essa incerteza. Com o dado real de k, a engenharia calcula a vazão de bombeamento, define a malha de drenos e garante a estabilidade da cava durante toda a obra. Pular essa campanha em solo suzanense é aceitar que o cronograma vai parar na primeira chuva forte de verão.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: info@geotecnia1.org

Material audiovisual

Marco normativo

ABNT NBR 16245:2014 — Ensaio de bombeamento e ensaio de infiltração, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio de Permeabilidade Lefranc

O ensaio Lefranc é executado em furos de sondagem mistos ou exclusivos, nos horizontes de solo e saprólito. O laboratório controla a vazão injetada e a estabilização do nível dinâmico, entregando o coeficiente de permeabilidade (k) para cada profundidade ensaiada, em conformidade com a ABNT NBR 16245.

02

Ensaio Lugeon em Maciço Rochoso

Quando a perfuração atinge o topo rochoso, o ensaio Lugeon avalia a condutividade hidráulica das descontinuidades. Utilizamos obturador pneumático e bomba de alta pressão, registrando a absorção em unidades Lugeon (1 UL = 1 l/min/m a 10 bar), dado crítico para projetos de túneis e contenções em rocha alterada.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
MetodologiaLefranc (carga constante/variável) e Lugeon (maciço rochoso)
Norma de referênciaABNT NBR 16245:2014
Diâmetro do furo76 a 101 mm
Pressão máxima Lugeon10 bar (1 MPa)
Coeficiente k obtido10⁻² a 10⁻⁷ cm/s
Comprimento do trecho ensaiado0,50 m a 1,00 m
Fluido de ensaioÁgua limpa, isenta de sólidos

Perguntas e respostas

Em que tipo de terreno de Suzano o ensaio Lefranc é mais indicado?

O Lefranc é a escolha certa para os solos sedimentares e residuais que predominam em Suzano, especialmente nas argilas siltosas e areias finas da Formação São Paulo. O método funciona bem em furos de sondagem SPT, aproveitando o mesmo furo para medir a permeabilidade in situ, o que reduz o custo da campanha de investigação.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Suzano?

O valor de um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Suzano fica na faixa de R$1.670 a R$2.400 por trecho ensaiado. O preço final depende da profundidade, da quantidade de trechos e da necessidade de mobilização de sonda específica para rocha. Enviamos orçamento detalhado após análise preliminar do perfil geológico previsto.

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede a permeabilidade em solos e saprólitos, geralmente com cargas hidráulicas baixas e sem confinamento do trecho por obturador. O Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: usa obturador pneumático para isolar um trecho do furo e aplica pressão em estágios até 10 bar, medindo a absorção de água pelas fraturas.

A chuva interfere no resultado do ensaio de permeabilidade?

A chuva pode alterar o nível do lençol freático superficial em Suzano, mas o ensaio Lefranc em carga constante ou variável é executado com o furo estabilizado e revestido, isolando o trecho de ensaio. O técnico monitora o NA antes de cada ciclo; se houver variação significativa, o procedimento é pausado até a estabilização, garantindo a qualidade do dado.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Suzano e arredores.

Ver mapa ampliado